Informações de Trânsito do Alentejo em Tempo Real

Para obter informações de trânsito do Alentejo em tempo real, a “internet” é a ferramenta mais adequada, através de serviços como o Here, mais atual, ou o clássico ViaMichelin. O Here compreende quatro categorias de densidade de trânsito: ligeiro, moderado, intenso e parado. Além do trânsito, este serviço oferece outras informações úteis, como restaurantes, parques de estacionamento, caixas multibanco e farmácias. O serviço Here disponibiliza uma “app” para Android, iOS e Windows Phone.

Naturalmente, os automobilistas podem sempre recorrer aos tradicionais serviços de trânsito das rádios nacionais, que transmitem notícias em primeira mão relativamente a acidentes ou situações irregulares. Contudo, habitualmente estes serviços focam-se nas regiões metropolitanas de Lisboa e Porto, onde o tráfego é mais denso.

Não é necessário utilizar informação de trânsito em tempo real para conhecer o Alentejo

O Alentejo é uma zona pouco populosa, desertificada e com uma população envelhecida. A região enfrenta diversos problemas sociais e económicos, mas o tráfego rodoviário não é um deles, pelo que, para o turista que chega, a necessidade de obter informações de trânsito em tempo real é muito relativa.

Em 2014, de acordo com a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, ocorreram cerca de 117.000 acidentes de trânsito em Portugal. Contudo, existe um enorme contraste entre as áreas metropolitanas, ou os distritos do litoral, e os 6 distriportugal-1350648_960_720tos onde o número de acidentes não atingiu sequer os 2000. Beja, Évora e Portalegre são três destes seis distritos, o que significa que aqui aconteceram cerca de 5% do total. Já no distrito de Lisboa aconteceram mais de 24000.

Em tempos, o cronista e romancista Miguel Sousa Tavares publicou algumas crónicas questionando a necessidade da construção da autoestrada A6, ligando Lisboa a Madrid e cruzando o Alentejo, uma vez que o volume de trânsito não o justificaria. Independentemente das apreciações políticas, o certo é que as autoestradas alentejanas raramente veem engarrafamentos.