Enoturismo Progride Lentamente no Alentejo

O ano de 2016 poderá vir a ser considerado um ponto de viragem para o enoturismo do Alentejo. No início do ano, a Entidade Regional de Turismo promoveu várias reuniões para a execução do Plano Operacional para o Enoturismo do Alentejo e do Ribatejo. O processo iniciou-se em 2014 e começa a ver os primeiros passos no terreno, o que motivou algumas críticas relativamente à sua lentidão.

Críticas e Participação

Nos comentários a um artigo sobre esta temática, no “Algarve Daily News”, um turista inglês acusava os responsáveis do turismo português de não estarem suficientemente preparados para receber os enoturistas, quer em termos de material promocional existente nos postos de turismo, quer na própria formação dos técnicos e na sua capacidade para atenderem este nicho.

Contudo, não é possível acuportugal-1209457_960_720sar as autoridades turísticas de falta de empenho ou de planeamento. O Plano Operacional para o Enoturismo inclui um esforço de colaboração, dinamizado pela Entidade Regional de Turismo, que inclui a Associação de Produtores de Vinhos da Costa Alentejana, as Comissões Vitivinícolas Regionais Alentejana e do Tejo, os municípios, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, o Turismo de Portugal, sem esquecer, naturalmente, os próprios produtores de vinhos e as unidades hoteleiras enoturísticas já estabelecidas. O Plano contará, assim, com a participação e o envolvimento de todos os potenciais interessados.

Grande potencial

Apesar das críticas de que possa ser alvo, a promoção do enoturismo alentejano tem um grande potencial e está apenas no seu início. A participação de todos os “players” é um forte indício de que se pretende que, ainda que possa ser moroso, o processo de estabelecimento de uma estratégia para o turismo vínico e de uma cultura de enoturismo venha a criar raízes fundas. Ao invés de se fazerem campanhas avulsas, direcionadas unicamente para a captação imediata de turistas, trabalha-se para o longo prazo e de forma sustentada; espera-se que o enoturismo possa vir a fazer parte da cultura e da identidade geral dos alentejanos, mesmo de quem não trabalhe no setor do turismo.