Alentejo Escolhido como Melhor Região Vinícola do Mundo

Uma votação lançada pelo jornal norte-americano “USA Today”, em 2014, apontou o Alentejo como a melhor região vinícola do mundo. A província portuguesa ombreou com regiões conceituadas e tradicionais como Napa Valley (Califórnia, EUA), La Rioja (Espanha) e Champagne (França), entre 20 nomeadas. O jornal americano salientou, a par da alta qualidade dos vinhos aí produzidos, a natureza “rústica e genuína” da gastronomia e a “boa experiência de enoturismo”.

Os Estados Unidos estão a descobrir o Alentejo

O interesse e a curiosidade dos norte-americanos não vêm de agora. Já em 2009 o “New York Times” havia publicado um artigo classificando o Alto Alentejo como uma região a descobrir proximamente. O autor Robert Boff destacava a grandeza medieval e história de Estremoz, a criação de cavalos de raça em Alter do Chão, o convento da Flor da Rosa, no Crato, e a beleza cénica de Marvão.

Mais recentemente, em 2015, o Alentejo – agora na sua totalidade, e não apenas o distrito de Portalegre – era considerimages (1)ado um dos “52 locais a visitar”, pelo mesmo jornal. Alargando os interesses dos potenciais visitantes americanos, o “Times” destacava quatro hotéis que “aliavam o vinho, a gastronomia, o ‘design’, spa e o golfe”: o Malhadinha Nova (Albernoa, Castro Verde), o Ecorkhotel (Évora), a Herdade da Comporta e o L’AND Vineyards (Montemor-o-Novo). Um país que aprecia o charme e a História da Europa e onde o enoturismo se encontra desenvolvido poderá ser fonte de um forte afluxo turístico.

Serão os portugueses os próximos?

O público português já compreendeu que os vinhos alentejanos rivalizam com os de outras regiões e entre si, na qualidade, na variedade e na relação qualidade/preço. O vinho poderá ser um dos motivos a trazer os portugueses a conhecer a Herdade do Esporão, as adegas de Borba ou da Vidigueira ou os vinhedos de Reguengos de Monsaraz, em torno do Alqueva. Se a isso acrescentarmos a gastronomia alentejana, de características mediterrânicas e ainda alguma influência islâmica, e as opções de turismo de lazer, desportivo e cultural, estão criadas as condições para que os portugueses descubram, também eles, as terras “além do Tejo”.